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A   D E F I N I Ç Ã O
( Um grave problema )




A obesidade pode ser definida como problema crônico, representando atualmente o principal distúrbio nutricional dos países industrializados. Embora seja reputada como doença é ao mesmo tempo um sintoma – tanto na criança como no adulto é a revelação de algo não está indo muito bem. Também sabe-se que a obesidade é a principal causa do aumento de doenças cardiovasculares, diabetes, entre outras igualmente importantes.

A maior parte dos casos não se dá por problemas hormonais, mas sim é resultado de uso incorreto de energia, excesso alimentar e descarga motora insuficiente. Como conseqüência haverá comprometimento da saúde, não só física, mas também, emocional.

O exagero na alimentação ou erro alimentar, incluindo hábitos alimentares inadequados é o mais encontrado na clínica diária. É possível que haja predisposição constitucional relacionada com hiperatividade dos núcleos do hipotálamo.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) está sendo pressionada a aprovar, por requisição de Ministros da Saúde de todo o mundo, fortes estratégias para o combate da obesidade, como por exemplo:

· redução do consumo de açúcar, sal e gordura em comida industrializada (estima-se que o açúcar é o terceiro alimento mais consumido por famílias de renda até R$ 400,00 e entre famílias com renda superior a R$ 6.000,00, o consumo é de 15,6 kilos).

· fiscalização de propaganda de alimentos para crianças e das quantidades anunciadas pelos fabricantes nas embalagens

· aumento das informações nutricionais nos rótulos de produtos comestíveis

· ampliação de investimentos e esforços na educação para saúde

É importante lembrar que este distúrbio nutricional possui múltiplas facetas podendo, assim, ser considerado como uma síndrome. Meio ambiente, aspectos emocionais, culturais, econômicos e sociais, ingestão de alimentos de alto valor calórico, diminuição da atividade física e estrutura familiar, são fatores cada vez mais permissivos à sua expressão. Obesos apresentam elevado risco de morbidade e mortalidade, daí a importância da identificação deste quadro.

Infelizmente, o tratamento da obesidade na criança costuma ser negligenciado, não só por parte da família, mas também de muitos profissionais, que esperam por uma resolução espontânea. Entretanto, a probabilidade de ela persistir na vida adulta é bastante grande. O risco de a criança obesa tornar-se um adulto obeso aumenta consideravelmente com a idade, dentro da própria infância.

Desta forma, quanto mais idade a criança obesa tem, maior probabilidade terá de ficar um adulto obeso. Sendo uma doença de difícil controle, com altos percentuais de insucessos terapêuticos e de recidivas, pode apresentar, na sua evolução, graves repercussões orgâncias e psicossociais, especialmente nas formas mais graves.




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