Nas últimas décadas tem-se observado o acentuado interesse dos profissionais da área da saúde pela obesidade, sobretudo sem causas orgânicas.
Tem-se observado prevalência de obesidade em crianças, adolescentes e adultos e em todas as classes sociais. É de difícil tratamento, e como já foi dito, pode trazer graves conseqüências tanto físicas, como sociais e emocionais.
A obesidade exógena é responsável por 95% a 98% dos casos. As endocrinopatias que produzem adiposidade são em número bastante reduzido, apenas 2% a 5%, quase que limitadas aos distúrbios endócrinos, como hipotiroidismo, tumores e às síndromes genéticas, como a Síndrome de Cushing, constituindo casos clinicamente bem caracterizados, não confundíveis com a obesidade comum.
No hipotiroidismo, além da gordura, existe uma infiltração peculiar do tecido subcutâneo – o mixedema – que contribui bastante para que se tenha a impressão de adiposidade; na síndrome de Cushing, o que se observa é mais uma distribuição anômala do tecido adiposo, de par com certa retenção de água.
Enfim, sabemos hoje que o obeso comum, o é porque come demais e toda vez que o indivíduo come mais do que despende energeticamente, torna-se obeso.
Crianças com sobrepeso têm mais chance de se tornarem adultos obesos. O risco de uma criança ser obesa aumenta em função da obesidade dos pais. É baixo quando nenhum dos pais é obeso, alto quando um é obeso e muito alto quando ambos são obesos.
Uma criança, em idade escolar, e com sobrepeso, que tenha um dos pais com obesidade, tem mais de 70% de chance de ser um adulto jovem obeso.
Por estas razões, é importante reafirmar que intervenções para prevenir esta doença deveriam começar bem cedo, com início na gestação, nascimento ou pré-escola.
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