Várias doenças estão fortemente associadas à obesidade e podem atuar simultaneamente como causa e efeito. Dependem de sua duração e gravidade e serão listadas, a seguir, simplificadamente:
· Hiperinsulinemia: tem relação significante com a porcentagem de gordura no corpo. No jejum, os níveis séricos de insulina caem em associação com a perda de peso e restrição calórica.
· aumento dos níveis de colesterol total e LDL colesterol, com maior risco para o desenvolvimento de doença aterosclerótica e baixos níveis de HDL colesterol.
A aterosclerose pode começar na infância, e os níveis elevados de colesterol, nessa fase, têm papel importante no estabelecimento da aterosclerose no adulto.
· gordura centralizada, mais em tronco-abdominal, tem clara associação com maior risco para diabetes, doenças cardiovasculares e hipertensão arterial, ocorrendo diminuição desta última com a perda de peso. A obesidade é uma das principais causas da hipertensão arterial em crianças e adolescentes e favorece futuras complicações tanto cérebro-vasculares como cardiovasculares.
· o trauma que o excesso de peso provoca nas articulações traz, freqüentemente, complicações ortopédicas, sendo que as articulações dos joelhos são as mais envolvidas.
· podem ocorrer também alterações da função pulmonar.
· Diabetes Mellitus tipo II é uma importante doença crônica associada à obesidade. É raro em crianças e adolescentes, mas comum em adultos obesos.
· estrias, fragilidade da pele nas regiões das dobras, com tendência às infecções fúngicas e acantose nigricans, com escurecimento da pele nas axilas e no pescoço, são alterações dermatológicas mais comumente encontradas na obesidade.
. Como já foi dito, infelizmente, o tratamento da obesidade na criança é muitas vezes menosprezado, e em função dos sérios agravos à saúde física e psíquica deveria começar bem cedo, já desde a gestação, com programas focados na informação e formação maternas.
Outros fatores associados à obesidade a fim de se pensar na obesidade de forma mais ampla, serão destacados outros fatores que podem ter relação com o excesso alimentar:
· fator individual psíquico: forma de funcionamento psíquico na qual a “estrutura” só se dá em torno do excesso de alimentação.
· fatores indutivos: conflitos, separações e enfermidade grave.
· fatores biológicos: genética, regulação neuroendócrina e metabólica.
· fatores familiares: relações de dependência, conflitos disfarçados, minimizados e/ou negados, relações baseadas em regras muito fixas que impedem a individuação dos membros.
· fatores sócio culturais precipitantes: facilidade para alimentação de forma rápida, incorporação de novos conceitos, como o da livre substituição - comer qualquer coisa a qualquer hora - preenchimento de vazios emocionais e discriminação social por não corresponder ao ideal.
· fatores propagadores: má integração de si mesmo, baixa auto-estima, distúrbios emocionais, como: angústia de separação, angústia generalizada, angústia flutuante, fobia social e outras fobias; depressão, distimia, transtorno de pânico, transtorno de conduta, transtorno de personalidade e transtornos psicossomáticos.
· fatores ambientais e psico-sociais: graves conflitos e desagregação familiar, separação entre mãe e filho, incumbir a outros os cuidados com a criança, depressão materna, negação de anormalidade de crescimento, hostilidade para com os profissionais da saúde e acompanhamento médico inadequado.
· fatores econômicos: ao se relacionar à situação econômica e obesidade pode-se observar que esta condição existe tanto em populações de baixa renda como em populações de classe média/alta.
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